Filha curada: “O médico disse que o quadro era irreversível, me agarrei à Nossa Senhora da Penha, e tivemos a cura”, conta a moradora de Nova Venécia , dona Lourdes

Devota de Nossa Senhora da Penha, a dona Maria de Lourdes Zavarese Secchin, é sem dúvida, daquelas pessoas que têm sua fé inabalável/Foto: Arquivo Familiar

Dona Lourdes Zavarese Secchin alcançou a graça com o pedido da cura na enfermidade da sua segunda filha. Ainda, foi na devoção à Santa, que segundo ela, sempre se manteve de pé, para cuidar e proteger a sua filha caçula, que é especial

Uma mulher admirável, a Maria de Lourdes Zavarese Secchin, 77 anos,  é sem dúvida, daquelas pessoas que têm sua fé inabalável. Esposa do seu Oswaldo Secchin (In Memória), mãe da Wanessa, da Sheila, da Rúbia, da Carolina( In Memória), e da Karla, avó do Patrick, do Lucas, e das gêmeas, Laura e Luísa, ela nasceu em Novo Brasil, em Colatina. Moradora do interior de Nova Venécia,  Cristalino,  desde os três anos de idade,   dona Lourdes aproveitou o momento de festividade que a Igreja Nossa Senhora da Penha, de Cristalino, está vivendo, para contar como a devoção à Santa, começou em sua vida. Aqui, a produtora rural narra sua história de fé e de milagre. Confira!

“Minha devoção por Nossa Senhora da Penha, começou, eu acho que, eu ainda estava no ventre da minha mãe. Eu sempre tive muita fé, muito respeito por Nossa Senhora da Penha. Eu fui crescendo, fui participando da minha igreja de Cristalino, Desde o meu Batismo, é aqui nessa Igreja de Cristalino que tudo aconteceu, minha Eucaristia,minha confissão, minha Comunhão, minha Crisma, meu casamento, tudo foi nessa Igreja de Nossa Senhora da Penha. Com o passar do tempo, eu vi que a imagem de Nossa Senhora estava  descascadinha, aí eu resolvi doar uma Nossa Senhora da Penha nova. Comprei a Nossa  Senhora da Penha, arrumei ela todinha, vesti um mantinho bonito nela, que veio de Ulianópolis, no Pará, foi doação da primeira coordenadora do Apostolado,  dona Ana Bergamim Uliana. Então, nesse tempo, eu pensei, também, em fazer uma festa muito bonita para a entrega dela. A gente ia trocar a que estava velhinha e colocar a nova. Aí fiz uma festa que até hoje eu não esqueço, foi  maravilhosa, comovente, isso têm 19 anos já. Quero aqui relatar meu milagre. Eu tinha as minhas filhas ainda pequenas, e a segunda delas, ficou doente, com um problema de saúde sério, que não conseguiram reverter o quadro aqui em Nova Venécia, ela estava com muita febre, diarreia e vômito, tudo que era feito, nada adiantava. O médico de Vitória, também, me disse que era para eu ir para São Paulo, porque, o quadro dela era irreversível. Eu estava na casa da minha mãe, e ela disse que era para eu olhar para o Convento da Penha, perguntou se eu acreditava na Santa Milagrosa, e me disse para eu pedir a Ela, com fé, que Ela iria curar a minha filha. Eu cheguei à casa da minha mãe, ainda em Vitória, fechei aporta do quarto, abri a janela, fiquei de joelho no chão, com a Sheila (a segunda filha)  no colo, e pedi. Naquela hora a lágrima descia de emoção e, a fé era muito grande, ardia no meu peito. E nessa hora, Nossa Senhora veio ao encontro do meu pedido e fez a cura. No outro dia, a Sheila já era outra criança, nada de São Paulo, nada de correr com ela mais para longe, foi ali, naquele momento de fé,  que ela ficou curada. Daí para frente, eu me apeguei mais ainda com Nossa Senhora da Penha. Ela é minha padroeira, minha companheira, sou devota demais dela. Tudo que eu peço, Ela me atende. Tenho minha filha mais nova, que é especial, e sempre pego na mãozinha dela, para pedirmos às bênçãos a Nossa Senhora. A Karla é um anjo de Nossa Senhora, ela tem a saúde mais debilitada, e socorro à minha padroeira, para  cuidar da minha caçula. Desde que ela nasceu, eu ajoelhava no chão e agradecia Nossa Senhora e falava: “A Senhora me deu ela de presente, agora, me dê força e saúde para eu cuidar da minha filha, porque eu fui escolhida para isso, e eu quero dar conta”. Nossa Senhora me dá forças todos os dias para esta missão, eu nunca fraquejei diante dos problemas da Karla, porque tenho Nossa Senhora da Penha comigo. Outra época difícil em minha vida foi quando o meu marido faleceu, eu fiquei perdida. Fiquei com as minhas quatro filhas sozinha, sendo que uma delas é especial, mas, com Nossa Senhora da Penha ao meu lado, eu tive e tenho força, que vem do alto, e que sempre me empurrou para frente. Agora, como é época da Festa de Nossa Senhora da Penha, eu quis fazer uma roupinha nova para a imagem daqui de Cristalino. Meu irmão trouxe do Belém do Pará, um manto de Nossa Senhora de Nazaré. Restauramos a coroa, trocamos o cabelinho dela, fizemos as almofadinhas. Minha família, as minhas filhas, são devotas de Nossa Senhora da Penha, também, porque, viram na fé da mãe, a devoção”.

Maria de Lourdes Zavarese Secchin, 77 anos


Em momentos de fé, dona Lourdes, as filhas, os netos, Dona Lourdes, o marido, Oswaldo Secchin (In Memória)